A KRUGANS

A Krugans foi a primeira empresa no mundo a lançar um kimono específico para Jiu-Jitsu. Em 09 de Fevereiro de 1987 criamos o casaco em tecido todo trançado, sem costura nas costas e nas laterais, tornando assim um kimono muito mais resistente e confortável.

Por quase 60 anos o nosso jiu-jitsu foi praticado com kimonos de judô. Foi por volta dos anos 1980 que o “wagi” e a “shitabaki” dos judocas deram lugar ao paletó e a calça, conforme nomenclatura oficial da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu.
O surgimento de um kimono específico para Jiu-Jitsu aconteceu com Afonso Camerotte de Lacerda e Silva, mais conhecido como Viking, hoje faixa-preta quinto grau. “Meu pai e eu já trabalhávamos no ramo de confecção de uniformes profissionais. Então quando meu kimono ou de algum colega rasgava, a gente dava um jeito lá na confecção. Foi aí que o pessoal começou a pedir pra encurtar aqui e apertar ali”, conta.
Assim surgiu a iniciativa de fabricar um kimono próprio para a arte suave. A primeira medida foi fazer um paletó todo trançado, diferente do agi de judô, que possui saia em outro tecido e rasgava com as raspagens. Foi eliminada a costura nas costas que incomodava a coluna vertebral do guandeiro e ajustaram as mangas, que eram muito largas. A calça ficou mais justa e com tecido bem mais forte, com reforço interno da virilha até a bainha.

Em comparação com os kimonos de judô, muito mais pesados pela trançado grosso, estrutura mais larga e golas com forro interno para aguentar as fortes puxadas, o kimono de Jiu-Jitsu se tornou mais resistente em partes que costumavam ser frágeis no judogi, além de ficar mais moldado ao corpo para privilegiar movimentos típicos do Jiu-Jitsu brasileiro. “Foi um kimono criado por lutadores para lutadores”, recorda Viking.